Quando eu encontrei o livro A Cabeça de Santo, vagando pelos recomendados da Amazon , eu me apaixonei logo de cara. Nem terminei de ler a sinopse e ele já estava no carrinho. Adorei a ideia de um realismo mágico no estilo brasileiro com um protagonista sem pai e que escutava a reza de mulheres aflitas dentro de uma cabeça gigante de Santo Antônio. Entretanto, toda vez que eu comentava sobre minha próxima leitura com algum amigo escutava um: “Uai, mas isso é uma cópia de Pedro Páramo!” e logo eu ficava com aquela cara de quem acabara de saber que na verdade seu ouro era cascalho. Até porque Pedro Páramo é um clássico da literatura latino-americana, era um dos favoritos do García Marquez e dizem por aí que a obra de Rulfo abriu os caminhos para o Realismo Mágico e para a geração do Boom de 1960. A Socorro Acioli não fica para trás, depois de A Cabeça do Santo se tornou uma premiada escritora, mas de literatura infanto juvenil, e acaba de tirar do forno seu segundo romance Oração pa...
"A cada fio de cabelo a menos, uma ideia a mais (assim esperamos)". Comentários a respeito do que nós consumimos e pensamos sobre. Filmes, livros, músicas e outros.